A oitava edição do reality show Big Brother Brasil chega ao fim na noite de hoje. Mais um brasileiro "comum" irá se tornar milionário sem muito esforço. A disputa pela bolada concentrou-se no músico paulista Rafinha e na dançarina piauiense Gyselle. Mais uma vez, a audiência da tevê globo irá às alturas. Mas o que faz tal assunto ganhar tamanha importância a ponto de ocupar as capas de jornais e de sítios de cunho jornalístico?
Transferimos para o ambiente micro o que de mais macro ocorre na sociedade. Atualmente somos vigiados, muitas vezes sem nos dar conta, 24 horas por dia, sete dias por semana. O que se propõe o telespectador dos reality shows, se não tomar conta das atitudes de enjaulados seres humanos desocupados em busca de fama, dinheiro e reconhecimento por algum tipo de trabalho a contento do público do BBB?
O G1 (http://www.g1.globo.com) - site de notícias da Globo - floreia o "acontecimento" dando destaque na página principal. Destaque dado de maneiras diferentes, ou seja, abordagens variadas. O portal Terra (http://www.terra.com.br) não é tão apelativo quanto o G1, mas faz da disputa um assunto polêmico com declarações provocadoras de participantes desta edição.
A FolhaOnline (http://www.folhaonline.com.br) não dá tamanho destaque à final do programa, mas a localização não consegue esconder o interesse do público. A matéria sobre o BBB8 está na sessão "as + lidas".
A filósofa Marilena Chauí crítica o uso da intimidade das pessoas como objeto central do espetáculo em "Simulacro e poder - Uma análise da mídia".
Certamente , o ponto culminante da encenação e do simulacro foi alcançado pela rede de notícias CNN com a transmissão, ao vivo e em cores, da Guerra do Golfo, em 1991, tranformada em em festa de fogos de artifício, sem mortos nem feridos, sem dor e sem odor. Um entretenimento. (CHAUÍ, 2006. P. 20)
terça-feira, 25 de março de 2008
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