O que é visualmente agradável torna-se mais atraente. Esta afirmação não é nenhuma máxima, também pudera, mais senso comum do que esta, resta mais nada. Analisei as capas das versões eletrônicas de cinco jornais impressos de renome no Brasil. Considerados, até, os mais importantes do país: Folha de S. Paulo, Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e O Globo.
Sei que não sou alguém categoricamente habilitada para os pitacos que darei a seguir, mas não sei se para isso eu precisaria ser. Bom, sem mais floreios. Não estranhem, as críticas são estesis pura
Começo pelo mais bagunçado. O Globo é sem eira nem beira. Parecem ter espalhado o conteúdo solto, “soltinho”, ali. Há hierarquização das notícias, entretanto o sujeito que se arrisca pela barra de rolagem acaba se perdendo. É muita informação para dois olhos cansados. Nada sóbrio.
Em terceiro lugar... A Folha. O mais vendido, mais lido e etc. Hmmm que linda a foto de abertura. Olha uma “manchetona” que nem no impresso. Mas, o que é isso? Um, dois, três... comerciais. Muitos, não acham?
Em segundo lugar vem o Estadão. Mais arrumadinho. Manchete, foto “discreta”, comerciais são poucos e as notícias estão bem localizadas. Devidamente destacadas.
Em primeiro e merecido. O JB (Jornal do Brasil) é o mais organizado. O fundo azul deixa o site mais agradável. As editorias estão bem divididas. Há lugar para as charges, fóruns e enquetes. Há interação com o leitor e normalmente as discussões rendem boas opiniões. Pena o jornal abranger enfaticamente assuntos do cotidiano fluminense.
Bom, uma análise aparentemente fútil. Mas se vocês quiserem conferir, fiquem à vontade para me criticar.
quarta-feira, 30 de abril de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
AN de plantão
Mudanças no impresso e mudanças no virtual. O A Notícia fez alterações significativas na sua página na web, incluindo-se no site do grupo RBS e modificando o seu formato. Há quem tenha gostado e há quem prefira a versão antiga. Eu, particularmente, achei que a nova interface facilitou a busca pela informação, além de ter ficado mais agradável aos olhos.
O que me chamou a atenção foi a inclusão da famosa “últimas notícias”, chamado de Plantão, que, mesmo curtas, ou por serem curtas, são o alvo da maioria dos acessos nos grandes portais. Porém, observando-as pude perceber que, em sua maioria, essas notícias são oriundas de agências. Das 29 notas incluídas até as 10h deste dia, mais da metade são internacionais e do eixo Rio-São Paulo. Apenas sete são relacionadas à Santa Catarina.
Uma justificativa é a necessidade de estar sempre alimentando esse ambiente com novas notícias, e isso faz com que apenas os acontecimentos locais não sejam suficientes para sustentar essas atualizações. Ao mesmo tempo, quando a seção das “mais lidas” é consultada, percebemos que lá estão apenas as escassas catarinenses, justamente porque o público do AN procura a proximidade que esse meio oferece, e que também é o seu diferencial perante os outros meios.
Postado por Rafaela Mazzaro
O que me chamou a atenção foi a inclusão da famosa “últimas notícias”, chamado de Plantão, que, mesmo curtas, ou por serem curtas, são o alvo da maioria dos acessos nos grandes portais. Porém, observando-as pude perceber que, em sua maioria, essas notícias são oriundas de agências. Das 29 notas incluídas até as 10h deste dia, mais da metade são internacionais e do eixo Rio-São Paulo. Apenas sete são relacionadas à Santa Catarina.
Uma justificativa é a necessidade de estar sempre alimentando esse ambiente com novas notícias, e isso faz com que apenas os acontecimentos locais não sejam suficientes para sustentar essas atualizações. Ao mesmo tempo, quando a seção das “mais lidas” é consultada, percebemos que lá estão apenas as escassas catarinenses, justamente porque o público do AN procura a proximidade que esse meio oferece, e que também é o seu diferencial perante os outros meios.
Postado por Rafaela Mazzaro
segunda-feira, 14 de abril de 2008
A interação na internet
Sabe aqueles dias em que você parece não ter nada a dizer? Pois então, estou nesse dia. E é justamente quando você pensa que não tem nada interessante para discutir que você acaba caindo nos assuntos mais óbvios. Sim. Todo mundo sabe que a internet possibilita que o internauta, não apenas receba informações, mas também participe na construção de muitas delas. E os espaços reservados para os comentários são os exemplos mais óbvios da interatividade.
Mas será que os usuários da rede têm consciência da importância dessa disponibilidade de interação?
Alguns realmente expõem suas opiniões, acrescentam dados, ajudam na correção de informações, criticam. Mas para outros esses espaços passam despercebidos.
A oportunidade de deixar de ser um receptor passivo e se tornar um receptor ativo, aquele que também faria vezes de emissor, é uma experiência que pode vir a contaminar os outros meios mais nitidamente. É claro que estamos sujeitos não apenas aos comentários relevantes, mas também àqueles desprezíveis. Porém, de forma alguma podemos deixar de ser a favor da liberdade proporcionada por esse tipo de ambiente. Então, não podemos deixar de usar, de forma saudável, o que pode ser uma das maiores conquistas do leitor de jornais on line.
Postado por Rafaela Mazzaro
Mas será que os usuários da rede têm consciência da importância dessa disponibilidade de interação?
Alguns realmente expõem suas opiniões, acrescentam dados, ajudam na correção de informações, criticam. Mas para outros esses espaços passam despercebidos.
A oportunidade de deixar de ser um receptor passivo e se tornar um receptor ativo, aquele que também faria vezes de emissor, é uma experiência que pode vir a contaminar os outros meios mais nitidamente. É claro que estamos sujeitos não apenas aos comentários relevantes, mas também àqueles desprezíveis. Porém, de forma alguma podemos deixar de ser a favor da liberdade proporcionada por esse tipo de ambiente. Então, não podemos deixar de usar, de forma saudável, o que pode ser uma das maiores conquistas do leitor de jornais on line.
Postado por Rafaela Mazzaro
segunda-feira, 7 de abril de 2008
O que é notícia no “Caso Isabella”
As mídias possuem espaço limitado. Nos meios impressos, o número de páginas. Na televisão e no rádio, o tempo de programação a ser respeitado. Contudo, na internet não há essa noção de espaço, pelo contrário, quanto mais notícias por minuto melhor. Mas será que ao ter tal liberdade, essa mídia não passa a dar informações que não são necessárias, ou fúteis, para os “navegadores”?
Um exemplo recente de cobertura intensa dos jornalistas é sobre o caso da menina Isabella que foi jogada de um prédio. O site Terra (http://www.terra.com.br/) dá cerca de oito novas notícias sobre o caso por dia, porém nem todos são relevantes
“Deprimida”, madrasta faz primeira refeição
Madrasta de Isabella não está comendo
Pai de menina recebe almoço
Esses exemplos constatam que por ter disponível um espaço ilimitado, a internet acaba se nutrindo com informações desnecessárias para satisfazer um sentimento de atualização constante.
Postado por Rafaela Mazzaro
Um exemplo recente de cobertura intensa dos jornalistas é sobre o caso da menina Isabella que foi jogada de um prédio. O site Terra (http://www.terra.com.br/) dá cerca de oito novas notícias sobre o caso por dia, porém nem todos são relevantes
“Deprimida”, madrasta faz primeira refeição
Madrasta de Isabella não está comendo
Pai de menina recebe almoço
Esses exemplos constatam que por ter disponível um espaço ilimitado, a internet acaba se nutrindo com informações desnecessárias para satisfazer um sentimento de atualização constante.
Postado por Rafaela Mazzaro
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Viva uma noite em “Chega de Saudade”
Foi lançado na tela do cinema em todo o Brasil no mês de março, o filme “Chega de Saudades”. Por incrível que pareça não é sobre bossa nova ,como designa o nome à uma bossa de Tom Jobim.
O longa trata-se de uma história que acontece num baile de dança de salão. O enredo traz como objeto principal a dança de salão e sua trajetória , misturada com muita ginga e romance.
A cobertura no site do http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL358198-7086,00-CRITICA+CHEGA+DE+SAUDADE+E+UM+BAILE+PARA+TODAS+AS+IDADES.html ,faz uma crítica do filme analisando o roteiro, os personagens marcantes , o elenco em geral, até a trilha sonora ,pontuando o cantor Chico Buarque ,citado pelo roteirista Luiz Bolognesi, em uma das entrevistas dada para o site dando a seguinte declaração em relação ao cantor : “Ele é a alma do filme. Sempre conversava que o clima do nosso filme era das músicas e das letras de Chico Buarque. Eu sempre pensava nele como um ponto de chegada".
Já o site http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/03/17/e17032503.html , faz uma abordagem começando com o discurso de que o longa se trata dos encontros e desencontros em um baile para a terceira idade. O JB faz sua observação então analisando as características do tipo de evento: o vestuário, os freqüentadores, os dramas pessoais dos personagens ao envelhecer e as músicas que embalam a gafieira.
Caros colegas aí está, uma oportunidade de conhecer um pouco da dança de salão através de um filme que acontece em uma noite de gafieira. Está aí nosso produto cultural.
Aprecie a cultura brasileira sem moderação.
O longa trata-se de uma história que acontece num baile de dança de salão. O enredo traz como objeto principal a dança de salão e sua trajetória , misturada com muita ginga e romance.
A cobertura no site do http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL358198-7086,00-CRITICA+CHEGA+DE+SAUDADE+E+UM+BAILE+PARA+TODAS+AS+IDADES.html ,faz uma crítica do filme analisando o roteiro, os personagens marcantes , o elenco em geral, até a trilha sonora ,pontuando o cantor Chico Buarque ,citado pelo roteirista Luiz Bolognesi, em uma das entrevistas dada para o site dando a seguinte declaração em relação ao cantor : “Ele é a alma do filme. Sempre conversava que o clima do nosso filme era das músicas e das letras de Chico Buarque. Eu sempre pensava nele como um ponto de chegada".
Já o site http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/03/17/e17032503.html , faz uma abordagem começando com o discurso de que o longa se trata dos encontros e desencontros em um baile para a terceira idade. O JB faz sua observação então analisando as características do tipo de evento: o vestuário, os freqüentadores, os dramas pessoais dos personagens ao envelhecer e as músicas que embalam a gafieira.
Caros colegas aí está, uma oportunidade de conhecer um pouco da dança de salão através de um filme que acontece em uma noite de gafieira. Está aí nosso produto cultural.
Aprecie a cultura brasileira sem moderação.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Estudo revela que Internet ainda não mudou substancialmente a distribuição de informação
Segundo matéria publicada no dia 16/03/2008 no site do estadão, complemento de tecnologia, uma pesquisa do Project for Excellence in Journalism, publicada no site www.journalism.org (em inglês) dos Eua, desapontou aqueles que acreditavam em uma verdadeira democratização do acesso à informação com o advento da Internet.
O estudo comprova que a informação continua sendo gerado pelas grandes agências de notícia. Um quarto do que foi veiculado tanto nos meios tradicionais quanto em sites da Internet do mundo inteiro durante o ano de 2007 eram referentes aos eventos do conflito entre os EUA e o Iraque. Enquanto que notícias do resto do planeta correspondiam à 6% de todo o conteúdo da imprensa americana.
A pesquisa também mostrou que em média os jornalistas norte-americanos estão pessimistas em relação ao futuro da profissão. Em nível nacional mais de seis entre dez jornalistas com experiência de editoria e produção executiva acreditam que os rumos do jornalismo estão equivocados, adequando-se ao mercado em detrimento do compromisso com a qualidade.
postado por Tiago
O estudo comprova que a informação continua sendo gerado pelas grandes agências de notícia. Um quarto do que foi veiculado tanto nos meios tradicionais quanto em sites da Internet do mundo inteiro durante o ano de 2007 eram referentes aos eventos do conflito entre os EUA e o Iraque. Enquanto que notícias do resto do planeta correspondiam à 6% de todo o conteúdo da imprensa americana.
A pesquisa também mostrou que em média os jornalistas norte-americanos estão pessimistas em relação ao futuro da profissão. Em nível nacional mais de seis entre dez jornalistas com experiência de editoria e produção executiva acreditam que os rumos do jornalismo estão equivocados, adequando-se ao mercado em detrimento do compromisso com a qualidade.
postado por Tiago
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Usando Wiki para comentar clichês e convenções midiáticas.
O site TvTropes, um Wiki dedicado a listar as várias "normas, regras, clichês e conveções" narrativas, é digno de destaque pela maneira bem humorada, em muitos casos cômica que expõe exemplos desses padrões.
Embora não seja o seu foco, existem algumas sessões dedicadas aos "clichês" do jornalismo, como os presentes em notíciarios, incluindo a estranha "obsessão" que alguns telejornais tem por "animais fofos". E outras a respeito de Blogs, Wikis, e as chamadas "novas mídias". Embora o conteúdo do site não esteja disponível em português, a maneira como ele lista os chavões da mídia pode ser de grande utilidade para jornalístas.
Embora não seja o seu foco, existem algumas sessões dedicadas aos "clichês" do jornalismo, como os presentes em notíciarios, incluindo a estranha "obsessão" que alguns telejornais tem por "animais fofos". E outras a respeito de Blogs, Wikis, e as chamadas "novas mídias". Embora o conteúdo do site não esteja disponível em português, a maneira como ele lista os chavões da mídia pode ser de grande utilidade para jornalístas.
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terça-feira, 1 de abril de 2008
Parece mentira
Ao cursar a disciplina de Redação Jornalística, aprendemos que um dos grandes pecados pelos quais pagaremos com alguns décimos a menos é a repetição de palavras. Se fosse por isso, o repórter - não identificado - do G1 responsável por cobrir o caso da menina, Isabela Nardoni, que caiu (provavelmente por um ato doloso, não se sabe de quem) do 6º andar de um prédio na Zona Norte de São Paulo, estaria reprovado. Melatti, Mick ou Assunção, não importa. A avaliação seria semelhante.
Em um texto com mais de 6.000 caracteres, o repórter repetiu a palavra menina 23 vezes. Nos 24 parágrafos que compõem a matéria, 15 detinham a "palavrinha". Não fosse pelo absurdo da história, talvez esse "errinho" estivesse mais aparente.
Mas por que o texto de internet se dá o direito de errar? Ele não quer tanto ter a mesma qualidade dos textos de meios impressos? Que tal discutirmos?
Leia a matéria
Em um texto com mais de 6.000 caracteres, o repórter repetiu a palavra menina 23 vezes. Nos 24 parágrafos que compõem a matéria, 15 detinham a "palavrinha". Não fosse pelo absurdo da história, talvez esse "errinho" estivesse mais aparente.
Mas por que o texto de internet se dá o direito de errar? Ele não quer tanto ter a mesma qualidade dos textos de meios impressos? Que tal discutirmos?
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Lorena Trindade
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