Ao cursar a disciplina de Redação Jornalística, aprendemos que um dos grandes pecados pelos quais pagaremos com alguns décimos a menos é a repetição de palavras. Se fosse por isso, o repórter - não identificado - do G1 responsável por cobrir o caso da menina, Isabela Nardoni, que caiu (provavelmente por um ato doloso, não se sabe de quem) do 6º andar de um prédio na Zona Norte de São Paulo, estaria reprovado. Melatti, Mick ou Assunção, não importa. A avaliação seria semelhante.
Em um texto com mais de 6.000 caracteres, o repórter repetiu a palavra menina 23 vezes. Nos 24 parágrafos que compõem a matéria, 15 detinham a "palavrinha". Não fosse pelo absurdo da história, talvez esse "errinho" estivesse mais aparente.
Mas por que o texto de internet se dá o direito de errar? Ele não quer tanto ter a mesma qualidade dos textos de meios impressos? Que tal discutirmos?
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